Casapueblo: o que é, horários e como chegar de Punta del Este
Notas da Andante · 5 minutos de leitura
Treze andares brancos pendurados num penhasco, sem uma única linha reta e sem um único projeto. Carlos Páez Vilaró começou em 1958 em volta de um barraco de tábuas e seguiu ampliando por trinta e seis anos, até a casa virar aquilo que ele chamava de escultura habitável.
- O que é
- Museu, ateliê, galeria, cafeteria e hotel no mesmo prédio
- Autor
- Carlos Páez Vilaró, artista uruguaio
- Quando
- Começada em 1958; 36 anos de obra, 13 andares
- Onde
- Punta Ballena, a 13 km de Punta del Este
- Horário do museu
- Todos os dias, das 10 às 18
- A Cerimônia do Sol
- Toda tarde, poucos minutos antes do pôr do sol
O que é a Casapueblo?
Começou como algo bem menor: um barraco de madeira montado com tábuas que Páez Vilaró achou na costa, batizado de La Pionera e usado como primeiro ateliê. Em volta desse barraco o resto foi crescendo, ano após ano, sem projeto prévio e sem linhas retas, até chegar a treze andares de terraços escalonados sobre a água.
36
Anos de obra
De 1958 até a morte do artista.
0
Projetos
Desenharam depois, ao contrário.
Comparam a casa o tempo todo com os vilarejos brancos de Santorini, e a comparação cai por terra assim que se pergunta ao autor: ele falava do joão-de-barro, o pássaro que amassa o ninho com barro e vai fechando em voltas. É a diferença entre copiar um cartão-postal grego e construir como constrói um bicho daqui.
Dentro convivem coisas que em qualquer outro lugar estariam separadas: o museu e o ateliê do artista na cúpula principal, quatro salas de exposição, um terraço, uma cafeteria e um hotel. Não é um museu com hotel ao lado; é uma casa que continuou crescendo até abarcar as duas coisas.
Construí como se fosse uma escultura habitável, sem projeto, sobretudo por insistência do meu entusiasmo.
A Cerimônia do Sol
Desde 1994, toda tarde, poucos minutos antes de o sol tocar a água, os terraços tocam uma gravação: a voz de Páez Vilaró lendo um poema para se despedir do sol. O artista morreu em 2014 e a cerimônia continuou, com a voz dele, todos os dias.
Por isso não existe um horário fixo que sirva o ano inteiro: é preciso ver a que horas o sol se põe no dia da visita e estar lá em cima antes. No verão isso pode ser perto das oito da noite; no inverno, bem mais cedo.
Uma homenagem que explica meia casa
Dentro da Casapueblo há uma homenagem a Carlos Miguel, filho do artista e um dos dezesseis sobreviventes do acidente do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, o avião que caiu nos Andes em 13 de outubro de 1972. É a história uruguaia que o mundo conhece pelo cinema, contada aqui do lado da família que esperava embaixo.
Como chegar de Punta del Este
A Casapueblo fica em Punta Ballena, a uns 13 quilômetros de Punta del Este pela Rota Panorâmica, que desde 2017 leva o nome de Carlos Páez Vilaró. Dá para ir de carro ou de táxi, e também com as excursões que saem do centro; a pé não, e esse é o ponto que convém deixar claro antes de montar o dia.
A treze quilômetros daqui, na península, começa o passeio narrado da Andante.
Horários e ingressos
O museu abre todos os dias, das 10 às 18. O ingresso é pago e o valor muda conforme a temporada, então o número convém confirmar no próprio dia, no site do museu, em vez de confiar em uma cifra escrita meses atrás em qualquer página, inclusive esta.
Perguntas que se repetem
Qual é o horário da Casapueblo?
O museu abre todos os dias, das 10 às 18. A Cerimônia do Sol é à parte: começa poucos minutos antes de o sol se pôr, então o horário muda conforme a época do ano.
Como chegar na Casapueblo saindo de Punta del Este?
Ela fica em Punta Ballena, a uns 13 km de Punta del Este pela Rota Panorâmica, que hoje leva o nome de Carlos Páez Vilaró. Dá para ir de carro, de táxi ou com as excursões que saem do centro; a pé, não.
Quem construiu a Casapueblo e quando?
O artista uruguaio Carlos Páez Vilaró. Ele começou em 1958 em volta de um barraco de madeira feito com tábuas achadas na costa e seguiu ampliando a casa por 36 anos, sem projeto.
Casapueblo é museu ou hotel?
As duas coisas e mais um pouco: na cúpula principal ficam o museu e o ateliê do artista, e o complexo tem ainda galeria, cafeteria e hotel.
Quanto tempo leva a visita?
Uma hora dá para o museu e os terraços. Se o plano inclui a Cerimônia do Sol, é preciso somar a espera até o entardecer, e convém subir com antecedência: o lugar lota.
Dá para dormir lá?
Dá: o complexo tem hotel e apartamentos, com alta temporada de dezembro a fevereiro. É o único jeito de ver o lugar sem gente: às dez da manhã, antes de abrir ao público.
Vale a pena no inverno?
O sol se põe mais cedo e há menos fila, então a cerimônia se vê melhor. O que muda é o vento sobre o penhasco, que em julho não é detalhe.
A mesma tarde, do outro lado
A Casapueblo se vê em uma tarde e fica a treze quilômetros da península. Lá, na Punta mesmo, começa «La otra Punta del Este»: um passeio narrado que sai de La Mano, atravessa do lado bravo para o manso e termina à beira da água, contado por Graciela, que nasceu aqui quando isto era um povoado de pescadores. Duas maneiras de entender o mesmo lugar: uma foi construída por um artista, a outra você caminha.
Uma hora · 3,8 km · sem app, abre no navegador · sem grupo e sem horário · $U 199 ≈ US$ 5