Museu Ralli de Punta del Este: horários, entrada e o que ver
Notas da Andante · 7 min de leitura
É o maior museu do balneário e o mais fácil de passar direto: não fica na península, não cobra ingresso e em janeiro só abre às cinco da tarde. Lá dentro tem Dalí, Botero e Magritte, em seis mil metros quadrados de salas e pátios, no meio de um bairro de casas com jardim.
- O que é
- Arte latino-americana e europeia, aberto em 1988
- Onde fica
- Los Arrayanes esquina com Pitangas, bairro Beverly Hills
- Ingresso
- Entrada gratuita, sempre
- Janeiro e fevereiro
- De terça a domingo, das 17 às 21 (em set. 2026)
- Resto da temporada
- Dezembro e março, das 14 às 18; outubro e novembro, fins de semana
- Inverno
- De junho a setembro, só grupos com reserva
- Da península
- 5 km: dez minutos de carro, uma hora a pé
Onde fica o Museu Ralli e como chegar
Em Beverly Hills, um bairro de San Rafael com ruas batizadas com nomes de árvores e de exploradores: Los Arrayanes esquina com Pitangas, dentro de um parque arborizado que também é do museu. Não há placa na estrada nem fila na porta; quem chega é porque foi atrás.
Da península são uns cinco quilômetros de rua: dez minutos de carro ou de táxi, com estacionamento próprio e gratuito. As linhas urbanas 3A e 55 passam pela região, embora fora de temporada a frequência seja o que é. A pé é uma hora sem sombra, então vale encaixar o museu no dia em que já tem carro. O guia do que fazer em Punta del Este separa o que se faz a pé do que pede ônibus, e o museu cai do segundo lado.
A cinco quilômetros daqui, na península de onde sai quase todo mundo que vem ao museu, começa o passeio narrado da Andante.
Horários e ingresso: o museu abre quando a praia esvazia
A entrada não custa nada. Não tem bilheteria, não tem reserva, não tem desconto de morador nem preço de alta temporada, e o mesmo vale para os outros quatro museus da fundação. Convém dizer isso primeiro, porque quase tudo o que se pergunta sobre este museu é sobre quanto custa.
O horário, esse sim, muda cinco vezes por ano, e segue a praia em vez de seguir o relógio de um museu. Em janeiro e fevereiro abre de terça a domingo das 17 às 21, quando a areia começa a esvaziar. Em dezembro, março e na Semana de Turismo, das 14 às 18. Em outubro e novembro, só sábados e domingos à tarde. Segunda é fechado, e 25 de dezembro e 1º de janeiro também.
As duas páginas oficiais não dizem a mesma coisa sobre abril e maio. O site uruguaio do museu coloca esses meses de terça a domingo; o site internacional da fundação junta os dois com outubro e novembro, ou seja, só fins de semana. Para uma visita no outono, vale ligar para o +598 4248 3476 antes de dirigir cinco quilômetros.
De junho a setembro, por outro lado, não há discussão: o museu não abre ao público e recebe apenas grupos de mais de quinze pessoas, com reserva prévia. É o dado que mais guias de inverno continuam contando errado.
O que tem lá dentro: Dalí, Botero e arte latino-americana
Seis mil metros quadrados construídos dentro de um terreno de vinte e quatro mil, projetados pelos arquitetos uruguaios Marita Casciani e Manuel Quinteiro. As salas não vêm uma atrás da outra: alternam com pátios abertos onde estão esculturas em bronze e mármore, de modo que a visita sai ao ar livre de vez em quando e volta a entrar.
A coleção é sobretudo de arte latino-americana contemporânea, e uma das mais importantes do mundo nesse terreno. Ao lado convivem pintura europeia dos séculos XV ao XVIII e nomes que ninguém espera encontrar a esta distância de Montevidéu.
- Salvador Dalí. As únicas obras dele no Uruguai, e o artista mais repetido da rede: está nos cinco museus Ralli.
- Fernando Botero e o uruguaio Manuel Pailós, do ateliê de Torres García.
- René Magritte e Amedeo Modigliani, do lado europeu.
- Henry Moore e Julio Le Parc, entre a escultura e a arte cinética.
- John Robinson, o inglês que faz crianças brincando em bronze, em tamanho real, nos pátios.
As mostras giram: já passaram por aqui uma retrospectiva de Raquel Forner, uma sala de rococó e «Movimento e Ritmo», de arte óptica e cinética, pelos trinta e cinco anos da casa. Uma hora e meia dá para ver tudo sem correr. Se o dia já saiu da península, do outro lado da baía fica Casapueblo, que abre o ano inteiro e esse sim cobra ingresso.
6.000
Metros quadrados
Salas e pátios, dentro de um terreno de 24.000.
0
O ingresso
Desde 1988, e nos cinco museus da rede.
Essa conta não fecha sozinha, e para entendê-la é preciso olhar quem colocou o museu ali.
O banqueiro que trocou os bancos por cinco museus
Harry Recanati nasceu em Salônica em 1918. Em 1937 entrou no banco que o pai tinha fundado dois anos antes em Tel Aviv, em 1945 assumiu o comando e em 1952 aquela casa modesta já era o segundo banco do país. No mesmo ano mudou-se para Genebra e montou uma rede de bancos privados na Suíça, na França, no Uruguai, no Peru e no Chile.
Em 1980 vendeu os bancos suíços e franceses e passou a se dedicar à arte. Oito anos depois abriu o primeiro museu, e não foi em Israel, onde morava, nem na Espanha, onde abriria outro: foi aqui. Depois vieram Santiago do Chile em 1992, Cesareia em 1993, Marbella em 2000 e uma segunda sede em Cesareia em 2007. Recanati morreu em 2011 e a fundação segue com os cinco.
Daí vem a estranheza que o visitante sente na porta e não sabe nomear. O metro quadrado desta região é dos mais caros do país, tudo em volta se paga, e no meio disso existe um museu com Dalí lá dentro onde ninguém pede nada, nem mesmo uma doação voluntária. Não é gesto de prefeitura nem promoção de temporada: é a regra da casa há quase quarenta anos.
Perguntas que se repetem
Quanto custa o ingresso do Museu Ralli? É de graça?
É de graça, nos cinco museus da fundação Ralli. Não tem bilheteria nem reserva prévia, e também não tem loja, restaurante nem caixinha de doações.
Qual é o horário do Museu Ralli de Punta del Este?
Muda com a temporada. Janeiro e fevereiro, de terça a domingo das 17 às 21. Dezembro, março e Semana de Turismo, de terça a domingo das 14 às 18. Outubro e novembro, sábados e domingos das 14 às 18. Segunda é fechado, e 25 de dezembro e 1º de janeiro também. Dados de setembro de 2026.
O Museu Ralli abre no inverno?
Ao público não. De junho a setembro recebe apenas grupos de mais de quinze pessoas, com reserva prévia. Vários guias continuam recomendando o museu como programa de inverno.
Onde fica e como chegar de Punta del Este?
Na Los Arrayanes esquina com Pitangas, bairro Beverly Hills, a uns cinco quilômetros da península. De carro ou de táxi são dez minutos, com estacionamento próprio e gratuito; as linhas 3A e 55 passam pela região. A pé, uma hora.
O que tem no Museu Ralli?
Arte latino-americana contemporânea, o forte da coleção, mais pintura europeia dos séculos XV ao XVIII e obras de Dalí, Botero, Magritte, Modigliani, Henry Moore, Julio Le Parc, Manuel Pailós e John Robinson, em seis mil metros quadrados de salas e pátios de esculturas.
Tem obras de Dalí em Punta del Este?
Tem, e são as únicas do Uruguai. Dalí é o artista mais presente na rede Ralli: tem peças nos cinco museus.
Quanto tempo dura a visita e pode tirar foto?
Uma hora e meia para as salas e os pátios com calma, meia hora se for por uma mostra específica. Dá para fotografar em todo o museu, o que é raro, e também dá para entrar com cachorro.
Fora do museu também tem o que olhar
O Ralli se vê em uma hora e meia e não conta a cidade em volta. Isso quem faz é «La otra Punta del Este», a cinco quilômetros daqui: um passeio narrado que sai da Mão, atravessa do lado bravo ao manso, passa pelo porto e termina junto à água, contado por Graciela, que nasceu aqui quando isto era um povoado de pescadores.
Uma hora · 3,8 km · sem app, abre no navegador · sem grupo e sem horário · $U 199 ≈ US$ 5 · narrado em espanhol
Foto do museu: Balou46 (CC BY-SA 4.0)